Atendendo aos inúmeros pedidos para atualizar o Blog da Mafalda, resolvemos tirar a poeira e as teias de aranha daqui. Tá bom, na verdade foi só um pedido, da nossa amiga Sandra. E confesso que ela nem foi muito insistente...
Enfim, hoje vamos falar de histórias do cotidiano.
Cotidiano I
Hoje fui ao supermercado, e quando estava na seção de frutas, legumes e verduras, pesando algumas coisas, chegou um cara do meu lado para fazer a mesma coisa.
De repente ele começa a puxar papo, com aquele sotaque bem forte e característico de Florianópolis:
- Rapax! Fazia trex anox qui ô no jogava uma bolinha!
Essex dia mozamigo mi convidaram prá jogá.
Rapax! Fiquei trex dia di cama!
Cotidiano II
Quando eu era criança, sempre no final da aula tinha um pipoqueiro na frente da minha escola.
Uma vez minha mãe me deu uns trocados e fui comprar uma pipoca. Ao pagar, agradeci ao pipoqueiro:
- Brigado!
- Eu que agradeço!
Ouvi aquilo e fiquei encucado. Ele me corrigiu. Será que eu não devia ter agradecido? Será que o certo era ele agradecer?
Chegando em casa, sem contar a história, resolvi perguntar à minha mãe:
- Mãe, vamos supor que eu compre uma pipoca. O certo é eu agradecer ou o pipoqueiro?
- Não sei... acho que o pipoqueiro!
Era justamente a resposta que eu não queria ouvir. Então o pipoqueiro estava certo, ele que devia agradecer...
Um grande abraço a todos!
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12 de mar. de 2012
10 de set. de 2011
Zaponês no gostou do lôgo, né?
Todo mundo sabe como é a bandeira do Japão. É branca e com um círculo vermelho dentro. Esta bola vermelha representa o sol, símbolo do Japão.
A Thaís, que é designer, me explicou qual a diferença entre marca, logo e tal. Se não me engano, ela disse que "logotipo" nem existe. Ou existe, não lembro. Enfim, sou leigo mesmo no assunto.
Uma vez me mostraram na internet o logo (ou marca ou logotipo) do Instituto de Ciências Orientais da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Acho que a pessoa que fez foi um pouco infeliz... tanto é que, passados alguns dias, fui mostrar o site do Instituto para uma pessoa e a página estava fora do ar.
A idéia era boa: uma casinha com telhado no estilo japonês e o sol, símbolo do país, lá atrás. Mas acho que a perspectiva não ficou muito boa:
Um grande abraço a todos e contratem um designer para fazer a identidade visual de suas empresas!
5 de set. de 2011
Avisos óbvios
Geralmente nado três vezes por semana no clube. Outro dia cheguei lá para nadar, entrei no vestiário e adivinhem com o que dei de cara.
Uma bunda branca? Infelizmente sou obrigado a ver isso três vezes por semana, mas não era isso que eu me referia.
No vestiário colocaram um aviso, que dizia mais ou menos isso:
“Pedimos a gentileza de trocarem de roupa no banheiro com porta quando as funcionárias do clube estiverem fazendo a limpeza do vestiário, evitando constrangimentos. Agradecemos compreensão.”
Em que mundo vivemos? Precisa colocar um aviso para isso? Infelizmente sim. As pessoas são mal educadas e o que parece tão óbvio tem que ser pedido como uma “gentileza”, agradecendo a compreensão ainda!
Não sei como funciona nos vestiários femininos, mas nos masculinos os homens mostram sua verdadeira educação. É a coisa mais comum do mundo ver homens que usaram o banheiro não lavarem as mãos e sair tranquilamente dali. Às vezes, logo na saída, ainda encontram velhos conhecidos que não viam a tempo. E o Doutor bactéria do Fantástico preocupado com a esponjinha de lavar a louça!
Aliás, os homens esquecerem a educação no banheiro não é novidade. Basta ver os avisos nos banheiros masculinos:
“Ao usar o vaso sanitário, dê descarga.”
“Não jogue papel no chão.”
"Não urine no chão."
“Mantenha o banheiro limpo.”
E que desculpa alguém daria se fosse pego em flagrante? “Não vi o aviso, pensei que era para manter o banheiro sujo...”
Um amigo que até pouco tempo atrás estudava no CFH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas) da Universidade Federal de Santa Catarina, onde teoricamente estão “cabeças pensantes”, me disse que uma vez leu a seguinte frase escrita na porta do banheiro:
“Uma prova que a educação do Brasil está é decadência é o nível das frases escritas nas portas dos banheiros.”
E não fui eu que falei, foi um pesquisador. Provavelmente um estudante de filosofia filosofando...
Um grande abraço a todos!
3 de set. de 2011
Infinito vezes infinito!
"A mulher estava com quarenta semanas de gestação..." disse a minha mãe.
Tive que parar e fazer a conta de quanto são quarenta semanas. Prá mim, que não sou obstetra, gestação se mede em meses. Nove meses, a criança nasce!
É muito engraçado ver como pessoas de diferents áreas utilizam diferentes unidades de medidas.
Para medir distância, por exemplo. Na construção civil utiliza-se o "metro". Já na construção de rodovias, utilizamos as "estacas". Cada estaca tem 20 metros. Tenho uma explicação lógica para isso, outra hora eu conto. Bom, era lógica para quando não existia computador...
E assim vai. Tenho um amigão, descendente de japonês, que usa como medida de distância o milímetro. E não tem nada a ver com ele ser japonês, é porque ele é engenheiro mecânico. Uma parede que eu projete e saia com 3 centímetros a mais não vai gerar grandes problemas. Agora vai fazer uma peça de avião com 30 milímetros a mais! Pode jogar no lixo. Ou então me avisa em qual avião que foi instalada para eu não voar!
Minha irmã, engenheira agrônoma, usa para medir áreas o "hectare". Isso prá mim é um palavrão que só entendo o significado quando faço a conversão: 1 hectare = 100m x 100m.
E também tem a unidade de medida de área do povão brasileiro: o "campo de futebol". É comum ouvirmos notícias deste tipo:
"O incêndio atingiu uma área equivalente a setenta campos de futebol."
Sei lá quantos metros, centímetros, estacas, milímetros, tem de comprimento e largura um campo de futebol. Mas sei que setenta é bastante! Vai falar para o povão a área em hectares...
Bom, esta unidade é clara pelo menos para os brasileiros. Nos EUA a área do incêndio deve ser medida em quadras de róquei, basquete ou campos de beisebol.
Lembrei agora da minha infância. Na infância não se utiliza unidades de medida, mas as crianças entendem a magnitude daquilo que está em discussão:
- Eu sou mil vezes mais forte!
- Eu sou infinito vezes infinito vezes mais!
E a discussão não acabava aí:
- Eu sou infinito vezes infinito vezes infinito vezes mais!
Um grande abraço a todos!
6 de jul. de 2011
Viver mil anos!
Esta semana um cientista britânico defendeu, em um Simpósio em Portugal, que as pessoas que nascerem daqui a vinte anos poderão viver até os mil anos.
Trata-se do cientista Audrey de Grey, o qual defende que, através de técnicas de medicina regenerativa, será possível evitar a degradação das células. Neste tratamento as células degradadas seriam (ou serão) substituídas. Bom, era mais ou menos isso...
__________________________________________________________________________________
Um velhinho, aposentado há vários anos, tomava seu chimarrão na varanda pela manhã. Não perdera a mania de se arrumar, mesmo quando passava o dia inteiro em casa: calça social, sapato, camisa de botão.
Na sala a TV estava ligada num telejornal: "o cientista britânico Audrey de Grey, defendeu esta semana que daqui a vinte anos uma pessoa poderá viver até os mil anos".
O velhinho, com seu chimarrão na mão, levanta da cadeira e vai à sala para conferir a notícia. Na mesma hora mostram a foto de Audrey de Grey:
- O QUÊ??? DERAM BOLA PARA O QUE ESSE LOUCO AÍ FALOU??? ESSE BARBUDO? ISSO AÍ É UM HIPPIE MACONHEIRO!
Descrente, desligou a TV e voltou para a varanda para tomar seu chimarrão.
Eu não dúvido do mister aí não. Espero viver para crer. Já pensaram? Mil anos com um corpinho de 980?
Trata-se do cientista Audrey de Grey, o qual defende que, através de técnicas de medicina regenerativa, será possível evitar a degradação das células. Neste tratamento as células degradadas seriam (ou serão) substituídas. Bom, era mais ou menos isso...
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Um velhinho, aposentado há vários anos, tomava seu chimarrão na varanda pela manhã. Não perdera a mania de se arrumar, mesmo quando passava o dia inteiro em casa: calça social, sapato, camisa de botão.
Na sala a TV estava ligada num telejornal: "o cientista britânico Audrey de Grey, defendeu esta semana que daqui a vinte anos uma pessoa poderá viver até os mil anos".
O velhinho, com seu chimarrão na mão, levanta da cadeira e vai à sala para conferir a notícia. Na mesma hora mostram a foto de Audrey de Grey:
- O QUÊ??? DERAM BOLA PARA O QUE ESSE LOUCO AÍ FALOU??? ESSE BARBUDO? ISSO AÍ É UM HIPPIE MACONHEIRO!
Descrente, desligou a TV e voltou para a varanda para tomar seu chimarrão.
Eu não dúvido do mister aí não. Espero viver para crer. Já pensaram? Mil anos com um corpinho de 980?
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