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29 de nov. de 2011

Estradas do meu Brasil: para esconder na selva!

Talvez muitos não saibam, mas o Exército Brasileiro às vezes é encarregado de construir rodovias.

Até aí tudo bem. Mas acho muito engraçado ver os operários (soldados) com roupas camufladas. Alguém pode me explicar o porquê?

Mais engraçado ainda é perceber que os equipamentos (grandes escavadeiras, motoniveladoras, rolos compactadores, etc.) também são todos camuflados. Deve ser para escondê-los na selva...

Um grande abraço a todos!

Henrique

16 de set. de 2011

Chuvas em SC - Estradas do meu Brasil

Amigos,

Como vocês sabem, no final de agosto e início de setembro (2011) choveu muito aqui em Santa Catarina. A região mais afetada foi o vale do Rio Itajaí.

Com as chuvas, ocorreram muitos problemas nas estradas desta região, principalmente o deslizamento de encostas.

O governo do Estado enviou para a região um grupo de cinquenta profissionais, entre engenheiros e geólogos, a fim de fazer um levantamento dos danos para o levantamento dos custos para arrumar essas estradas.

Fazendo parte desse grupo, fiquei encarregado de fazer o levantamento na região de Ibirama. Fiquei bastante impressionado com o que vi. Em alguns lugares a estrada simplesmente desapareceu. Em vários lugares a rodovia está em meia pista devido ao deslizamento da encosta (às vezes da estrada junto).

Fiquei impressionado também com a marca da água nas paredes das casas no município de Lontras: 3,0m. Para quem não imagina o quanto é isso, é só imaginar uma casa de dois andares com o segundo andar alagado também. Muita sujeira e as pessoas tirando a lama de suas casas e comércios.

Espero que o governo destine a verba necessária para arrumar um pouco do estrago, já que muitas comunidades estão ilhadas e em outras as pessoas precisam andar mais 40 km em estrada não pavimentada para conseguir sair de lá.

Abaixo algumas fotos para vocês verem.

Um grande abraço a todos!

 Henrique







9 de set. de 2011

Estrada de modelar - Estradas do meu Brasil


Desde minha infância eu passava ali e só via o mar. Lembro dos dias de “vento suli” e ressaca. O mar ficava agitado, as ondas batiam na calçada e chegavam a molhar os carros que ali passavam.

Lembranças que vão ficar na minha memória e em algumas fotografias antigas. Aterraram o mar e fizeram uma estrada. E Floripa nunca mais será a mesma.

Tive a oportunidade de conhecer a estrada antes de ela existir, quando ainda era mar. Tive a oportunidade de conhecê-la de perto quando estava em construção, já que fiz meu estágio na obra. Tive a oportunidade de conhecer toda a sua intimidade, já que foi o tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade. Hoje tenho o prazer de visitá-la aos finais de semana, quando vou pedalar em sua ciclovia. Nessas ocasiões, a Via Expressa Sul, que liga o centro da cidade às praias do sul da Ilha, vira a Via Lenta Sul, aonde além da paisagem, vou observando as conseqüências de se construir sobre um terreno de solo mole, muito mole.

É como se fosse uma massinha de modelar. Juro que não é exagero.

A estrada literalmente afunda. Ao passar por bueiros, que na verdade são “espaços vazios”, percebemos que estes não afundam, ao contrário da estrada.

Mas é quando passo pelas passarelas que mais me impressiono. Falando de uma maneira leiga, as passarelas tem estruturas que se apóiam até as camadas mais profundas do solo, por isso não afundam. Já a estrada...

Os pescadores, que diariamente vão de bicicleta ao encontro do mar (hoje ele está mais longe), não deixam por menos. Vão construindo rampinhas de concreto para transitarem tranquilamente (ou quase tranquilamente) com suas bicicletas.

Um grande abraço a todos!

Henrique