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28 de set. de 2011

Um passo de cada vez!

A Casa da Mafalda fica no bairro de Coqueiros, em Florianópolis. É um lugar muito bonito, e antes de morar aqui já costumávamos passear por essas bandas. Tem o mar, super calmo, muitas pedras e uma vista muito linda para a Ilha de Santa Catarina.

Além disso, o bairro é famoso pela Via Gastronômica de Coqueiros. A avenida principal tem vários restaurantes e bares, para todos os gostos.

Sempre que passeamos com a Mafalda à noite, encontramos um cidadão que fica cuidando dos carros do pessoal. É aquela figura típica, mal encarado e maltrapilho ("tá bem cuidado, dotô! Depois deixa um cafezinho aí prá gente!"). Mas uma coisa que sempre nos chamou a atenção foi que ele sempre usou um "x", desses que guardas de trânsito usam sobre a roupa, para refletir a luz dos carros, chamar a atenção e não serem atropelados.

Outro dia estávamos passeando à noite quando passamos em frente a um dos bares que tem aqui perto. De repente vimos um cidadão encostado num muro. Paletó, gravata, calça e sapato social. Estava sem o "x", mas adivinha quem era...

Ficamos imaginando se ele tinha virado crente, mas chegamos à conclusão de que os proprietários dos bares, com o intuito de que seus clientes não migrassem para outras bandas e bares, devem ter feito uma "vaquinha" para deixar o cidadão bem trajado.

Eis que passamos e ele me dirige a palavra:

- DAE, MANO!!!


Um passo de cada vez. Quem sabe na semana que vem ele não diz "DAE, SENHOR!".

Um grande abraço a todos!

"É nóis! Tá bem cuidado, dotô!" (Mano Menezes)

6 de ago. de 2011

Rua Bráulio Nunes


Na década de 90, o Ministério da Saúde promoveu uma campanha em que o homem dialogava com seu órgão genital, que era chamado de Bráulio. O nome dado ao órgão genital gerou muitos protestos na época, principalmente por aqueles que tinham este nome. A campanha foi suspensa e voltou a ser veiculada novamente, mas sem um nome ou apelido específico para o "Bráulio".

Tenho um colega de trabalho que mora em uma rua que se chamava "Bráulio Nunes". Para falar a verdade, não lembro se era esse exatamente o sobrenome, mas o que importa é o primeiro nome.

Uma senhora que morava no mesmo lugar, passou a se incomodar muito com o nome da rua. Decerto cansada de ouvir os risinhos e piadinhas quando falava seu endereço, resolveu lutar pela mudança do tal nome. Fez de tudo: conversou com os vizinhos, ia à prefeitura diariamente, falou com Deus e o mundo. Fez e aconteceu até que conseguiu mudar o nome da rua.

Finalmente resolveu o seu problema, mas não o do meu colega de trabalho. O novo endereço deles:

Rua ARCO-ÍRIS!

Ui-ui-ui, querida!!!